quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Carta do Movimento ao Conselho Universitário

Vale do Jequitinhonha 24 de janeiro de 2012

Ao Conselho Universitário da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Diamantina.

Prezados (as) Senhores (as),

O Vale do Jequitinhonha vive uma ebulição sócio-política desde agosto/2011 cujo epicentro se localiza na administração do REUNI da UFVJM, ou seja, em torno da forma como se processa a expansão da sua Universidade e de como a região será contemplada nesse processo. Ao longo desses sete meses, várias frentes empenharam suas forças reivindicando a construção de três campi a serem instalados nas microrregiões do vale.  

Em outubro último, diante deste mesmo conselho, uma comissão, representante da sociedade civil da região, reforçou os protestos feitos ao reitor Pedro Ângelo, via email. Desde então, os movimentos sociais, grupos políticos e população do Vale aguardam ansiosos pelo pronunciamento do CONSU, que nomeou uma equipe com o propósito de, após estabelecimentos de critérios e estudos geo-referenciados, indicar quais cidades postulantes revelam condições exigidas pelo MEC/REUNI.

A sinalização de que seria viável atender a demanda acarretou uma emulação política ímpar em todas as cidades que serão beneficiadas, direta e/ou indiretamente, pela expansão da UFVJM. No entanto, fatores exógenos acarretaram um profundo estresse na população e lideranças do movimento “A UFVJM É NOSSA!”. Políticos oportunistas vêm se apresentando como bastiões do interesse público, prometendo viabilizar que diferentes cidades do vale sejam contempladas sem que haja condições para tanto. Já foram prometidos mais campi do que a universidade pode implantar a curto-médio prazo. Tememos ainda que esse estresse se agrave, pois, como se sabe, esse é um ano eleitoral, e certamente políticos locais farão promessas eleitoreiras, valendo-se da expectativa de um campus para suas respectivas cidades.

Fica claro, portanto, que a questão adquiriu uma tendência política que interfere nas relações sociais causando fadiga aos que mais carecem de uma definição: a população do Vale, principalmente jovens que esperam ansiosos pela oportunidade de estudar próximo de sua residência. Sendo assim o movimento “A UFVJM É NOSSA!”, reconhecendo nesse conselho a instância depositária dos valores humanos e estatutários da comunidade acadêmica dessa universidade, afirma a urgência de se ter uma resolução sobre quais cidades serão contempladas em seu planejamento de expansão.

Sendo assim, o Movimento vem, muito respeitosamente, sugerir que o CONSU indique, na sua próxima reunião, neste dia 10/02/2012, quais as cidades que atendem os critérios técnicos para sediarem campus no Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha, condição para que a convivência entre as cidades demandantes possa voltar à sua normalidade.

“Movimento A UFVJM é nossa!”

Anna Angélica Soares – Senador Modestino;
Eric Renan Ramalho – Coronel Murta; 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O VALE SOFRE E SONHA, MAS ESTÁ UNIDO!


O VALE SONHA E SOFRE, MAS ESTÁ JUNTO.O bom senso ensina: amar não é simplesmente aproveitar os bons momentos, mas também enfrentar as lutas lado a lado, feito irmãos, e vencê-las. Assim penso o Vale do Jequitinhonha e todas as suas diferentes regiões. A nossa luta pela implantação do polo da UFVJM em ARAÇUAI, CAPELINHA E ALMENARA não se trata apenas de uma tomada de posição bairrista por esta ou aquela cidade no Vale do Jequitinhonha. É antes de qualquer coisa uma posição de coragem e uma atitude proativa pela região. O ALTO Jequitinhonha tem em Capelinha a sua cidade polo, aquela que melhor pode referenciar a região e assim melhor conduzir o processo de desenvolvimento, isto se faz presente também em Araçuai, no MÉDIO, cidade que não se fez polo regional por mágica, mas por uma série de fatores geopolíticos, econômicos e sociais, que influenciaram inclusive o surgimento de outras cidades. Em Almenara, no BAIXO, não é diferente. Tenho plena convicção de que a instalação dos polos da UFVJM vai intensificar uma coisa já latente em todo o Vale do Jequitinhonha: A luta por dias melhores, a esperança no futuro e o empreendedorismo. Sinto-me parte dessa batalha, pois estive aqui desde o primeiro momento, amando, sofrendo, chorando e rindo em companhia de amigos verdadeiros e leais, lutadores e sonhadores como eu. A vinda da Universidade vai produzir conhecimento e fazer brotar o desenvolvimento nas cidades da região, num momento em que precisamos, e muito, estar preparados para enfrentar novas demandas e ajudar nossos jovens a se colocar no mercado de trabalho. Mas nada é fácil. Durante toda esta luta nos foi possível perceber que a batalha é longa e desafiadora, mas por outro lado não podemos deixar de sonhar e principalmente lutar para uma causa que irá beneficiar uma região por muitos esquecida. Aqui a Universidade vai penetrar no coração do Jequitinhonha, trazendo diferencial, informações, oportunidades, alegrias e oportunidades para milhares de pessoas. O progresso virá, inevitavelmente, e com ele também chegarão desafios, que serão superados. Sempre foi assim. Estamos falando de um povo guerreiro, do Vale do Jequitinhonha, descendentes dos bravos botocudos. O café, as riquezas minerais, a produção agropecuária, nossas maiores riquezas, aconteceram com grande destaque na economia regional, trazendo um “boom” desenvolvimentista que colocou estas três cidades na vanguarda, e o que vemos hoje é desenvolvimento futuro, líquido e certo. Esta região portentosa que, estamos certos, vamos ajudar a crescer ainda mais, será o orgulho e a pérola do Estado de Minas Gerais. Estou certo de que quando Deus nos encaminha àquilo que temos capacidade de fazer e amar, está nos encaminhado a ele próprio.

Higino Pedro – Movimento “A UFVJM É NOSSA”
Janeiro de 2012

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

As primeiras mobilizações do Movimento em 2012


Passadas as festividades de fim de ano, integrantes do movimento “A UFVJM É NOSSA!” retomaram a luta pelos três campi da expansão da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, um em cada microrregião do Vale. A primeira iniciativa foi criar um Blog (www.movimentoaufvjmenossa.blogspot.com), um instrumento de mobilização e registro no qual se armazenam e se disponibilizam informações e dados acerca de todo o processo da luta em referência. Importante ressaltar que este blog refere-se à movimentação havida nas cidades pólos das três microrregiões e municípios que as apóiam, a saber: Almenara, Araçuaí e Capelinha. Além disso, uma nova Logomarca foi criada e a mesma deverá ser utilizada nas articulações do movimento (veja abaixo).



Nessa última terça-feira (17/01) lideranças discutiram, via Facebook, quais serão as próximas intervenções do Movimento. Dois pontos centrais nortearam a conversa: A demora do Conselho Universitário (CONSU) e da Secretaria de Estado do Ensino Superior (SESu) em apresentarem uma resolução sobre a demanda apresentada formalmente  em 07/10, muito embora antes disso o Movimento “A UFVJM é Nossa!” já havia lançado petição on-line coletando assinaturas, municípios se organizavam para promover passeatas, panfletagem, etc. Enfim, antes da reunião do CONSU em outubro, a causa defendida pelo  movimento referido já ganhara adeptos em todo o Jequitinhonha. Outro ponto debatido foi a política pequena praticada pelo deputado Federal Leonardo Monteiro (PT), uma vez que o deputado segue declarando como certa a implantação de campi em diferentes cidades do vale, o que tem acarretado fragmentação na orientação de nossa luta, posto que não há possibilidades de se ter tantos campi quanto os prometidos pelo deputado. Desde que o CONSU votou pelos três campi “Jequitinhonha Adentro”, conforme nossa demanda expressa em petição e em outros documentos, várias frentes foram criadas em cidades como Itamarandiba, Minas Novas e Itaobim, que somadas às frentes de Araçuaí, Almenara e Capelinha mudou todo o cenário de luta. Tal fato acarretou uma disputa intra-vale que tem prejudicado a unidade do movimento e da região em torno de uma causa comum. Debitamos este indesejável subproduto da luta à forma desrespeitosa com que certos agentes políticos (deputados, assessores, blogs locais, candidatos às próximas eleições) encaminham a reivindicação, tratando-a como se esta fosse uma demanda qualquer.

Diante desse quadro, o Movimento decidiu cobrar da base governista em Minas uma postura em relação ao modelo de política que o governo propõe para o desenvolvimento social de nossa região, raramente mencionada no Plano Plurianual (PPA 2012/15). Assim, nas próximas semanas, o movimento trabalhará para viabilizar um encontro com o Diretório Central do PT e deputados da base aliada para reivindicar uma posição acerca da UFVJM e outras causas importantes para a região, como o término do asfaltamento da BR 367.

Além disso, o movimento propôs uma discussão acerca da realização de um seminário cujo principal objetivo é fomentar um importante e necessário debate sobre a unidade política e social do Vale. O movimento acredita que o Vale precisa elaborar uma agenda comum para articular formas de intervenção e reivindicar que os governantes desse país proponham políticas que viabilizem o desenvolvimento endógeno de todos os 82 municípios compreendidos pela bacia do rio Jequitinhonha, sanando a dívida histórica que o país possui com essa região que figura sempre como uma fornecedora de mão de obras e riquezas minerais de baixo custo.

Como deliberações finais, no debate da última terça, decidiu-se que o encontro com o Diretório Mineiro do PT deverá ocorrer ainda em Fevereiro. A idéia de realizar seminários é ainda um germe carecendo de amadurecimento. As próprias lideranças encontram-se divididas acerca da proposta. Embora todos concordem com a necessidade de executá-la, há dúvidas sobre qual o modelo adequado para a sua realização. Alguns defendem que as sedes desses seminários deverão ser as cidades que estão pleiteando a construção dos campi, outros apontam que essas sedes deveriam ser outras municipalidades, para agregar forças e atores políticos que ainda estejam à parte das discussões. Entretanto, sabe-se que as pendências serão definidas tão logo o CONSU informe ao Jequitinhonha quais as três cidades que atendem os critérios técnicos e condições suficientes de sediarem campi, uma definição que vem sendo adiada desde Novembro/2011.

Em vista deste freqüente adiamento do CONSU no que tange às respostas ao Jequitinhonha, o Movimento “A UFVJM é Nossa1” compreendeu que, em sinal de respeito à luta de um povo, é contraproducente que a  Reitoria  adie, mais uma vez o anúncio de sua decisão acerca das três cidades, agora, marcada para 10/02.2012. De modo a evitar mais estresse aos Jequitinhonhenses envolvidos na luta pelos campi, o movimento definiu agir preventivamente e enviará  carta ao CONSU e Reitoria sublinhando a necessidade de anúncio imediato de quais são as cidades escolhidas.Todo o Vale ganhará com isso e as cidades escolhidas estarão liberadas e mais seguras para suas articulações junto ao MEC.

Até o momento o que se tem é muita luta, mas, em boa medida, muita insegurança. Quanto mais cedo anunciar as cidades, mais cedo o Vale se juntará em torno do objetivo comum: os três campi.
O movimento está se articulando e busca se expandir para outras demandas necessárias para fortalecer o tecido social regional. O importante é que os cidadãos do Vale do Jequitinhonha se mobilizem e discutam as propostas, pois somente o permanente diálogo é capaz de aquilatar ideais s e ideologias condutoras de toda luta social. 

Ass: Movimento  "A UFVJM É NOSSA!"

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

“Sou do Vale e meu nome é UFVJM”

O Movimento “A UFJVM É NOSSA!” repudia a proposta de alterar os nome da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, pois, ela se caracteriza por interesses arbitrários que desrespeitam duas regiões historicamente desprivilegiadas pelos governos nacionais. Desde os tempos de colonização portuguesa os Vales do Jequitinhonha e Mucurí jamais foram contemplados com políticas sociais que visassem o desenvolvimento regional, a criação dessa Instituição de Ensino Superior foi a única medida tomada em reparo às desigualdades oriundas de um processo desenvolvimentista caracterizado pela expropriação dos recursos naturais e mão de obra barata. Porém, de forma inesperada, o MEC anunciou sua expansão para o noroeste mineiro e, desde então, o reitorado vem traçando estratégias que ferem a proposta inicial, expressa no próprio estatuto que rege e regulamenta a instituição.

Na última segunda-feira ( 21-11-11) foi realizada uma conferência via Facebook, com a intenção de discutir a pauta na reunião extraordinária do conselho universitário da UFVJM, realizada no último dia 17 de novembro, em Diamantina, com intento de discutir os termos da realização do plebiscito, previsto para o dia 24 de novembro. Esse plebiscito visa consultar a comunidade acadêmica sobre uma possível alteração no nome da UFVJM. Segundo o deputado Reginaldo Lopes expôs no encontro realizado em Araçuaí, em 12 de novembro, essa alteração só poderá ser efetivada mediante a redação de um projeto de lei que deverá ser votado nas instâncias competentes. Por sua vez, esse medida acarretará a criação de uma nova Instituição de Ensino Superior e a extinção da atual Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Por isso, a realização desse plebiscito visa forjar argumentos para sustentar a criação desse projeto de lei.

Na conferência ficaram acertadas novas mobilizações, uma vez que as últimas notícias indicam que o reitorado tem pressa em levar à cabo seu plano de expropriar dos Vales mais essa “riqueza” que lhes é de direito. Foi proposta a realização de duas assembleias (Diamantina e Teófilo Otoni) com o intuito de criar um fato político em repúdio às pretensões elitistas do reitorado. Além disso, foram elencados alguns nomes de possíveis apoiadores de nossa causa. A intenção é que essas pessoas possam capitanear as movimentações internas à comunidade acadêmica. Também serão realizadas articulações junto aos movimentos sociais, culturais e políticos dos Vales, no intento de arregimentar todo apoio possível. Inclusive, se se mostrar necessário, a intenção é fechar as BR's que dão acesso à região. Nesse momento faz-se urgente uma articulação entre os quatro vales para debatermos e determinamos o rumo de nossa luta. Pois as forças contrárias estão se preparando para levar adiante seus interesses. Nossa prioridade é realizarmos o quanto antes as supramencionadas assembleias, por isso, solicitamos a todos do movimento “ A UFVJM É NOSSA!” e simpatizantes com a causa que encaminhem propostas de articulação e estratégias para viabilizarmos as mesmas.

Ass: Movimento “A UFVJM É NOSSA!”

O Dia "E" da Educação em Capelinha

No último dia 25 de Novembro a população capelinense realizou a mis expressiva manifestação do Movimento A UFVJM É NOSSA. O Ato aconteceu na praça do Povo, em Capelinha, e reuniu cerca de sete mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar. O Objetivo era chamar atenção para a luta da cidade que reivindica um campus da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Estiveram presentes alguns deputados, entre eles Reginaldo Lopes, presidente do PT/ Minas, que já havia marcado presença no encontro organizado pela articulação do Movimento de Araçuaí. Na ocasião ficou acertado que uma comitiva irá à Brasília se reunir com a Secretario de Ensino Superior, do MEC, Prof  Luiz Cláudio Costa.


Veja abaixo pronunciamento de Maria do Rosário Sampaio(Zara Sampaio) ,Pesquisadora da FUNDACENTRO/MTE,doutoranda do PPGSS/UERJ,ex-bolsista FAPERJ  e líder do Movimento A UFVJM É NOSSA.
TEXTO QUE ORIENTOU A FALA DE  ZARA SAMPAIO NO DIA E DE EDUCACAO DO DIA 25 , EM CAPELINHA E EM NOME DO MOVIMENTO A UFVJM É NOSSA!



              Mulheres e homens do bom combate do Vale do Jequitinhonha ,Mucuri e Rio Doce. Minhas conterrâneas, homens de Capelinha,jovens e crianças desta terra que merece o melhor.Senhores Representantes eleitos em uma democracia capitalista e, portanto, democracia limitada. Meu nome é Maria do Rosário Sampaio, trabalho na Fundacentro, Ministério do Trabalho e faço doutorado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Estas instituições sustentam meu trabalho de pesquisa em Capelinha.  A primeira atitude é sempre agradecer a todas e todos que acreditaram na proposta que veiculei na Radio Aranãs em 07/10/2011, logo após a reunião do Conselho Universitário, quando Jailson Pereira nos concedeu espaço em seu programa. Alias, agradeço muito a Rádio Aranãs, através de Camélia Sampaio, que foi parceira de primeira hora desde o inicio de minha pesquisa, em novembro de 2011, e que terminou resultando nesta movimentação Jequitinhonha a dentro que hoje se assiste 

E que pesquisa é esta? Bem, nascida aqui em Capelinha, eu sempre vi minha mãe e suas comadres da roça e da cidade trabalharem muito, lutarem por sua independência financeira. Eu sempre vi as mulheres da zona rural movimentarem a feira livre aos sábados com produtos do seu trabalho. Por que então as mulheres do Jequitinhonha foram apelidadas de viúvas de maridos vivos como se vivessem a espera de uma pensão ao final de cada mês e nada fizessem? Decidi mostrar outra mulher que do Vale brotava: não só aquelas marcadas pela história de migração e que trabalhavam, mas, também aquela que exercia liderança em alguma esfera de poder. A principio iria investigar mulheres com este perfil em Berilo, Araçuaí e Itinga porque era importante a variável “migração”. Em conversa com amigas, soube da existência de mulheres aqui em Capelinha com o perfil que eu procurava. Decidi ,então, que seria Capelinha a cidade amostra da pesquisa .
Depois de longas conversas sobre trabalho e vida com o grupo de mulheres selecionadas, estas, ao serem indagadas sobre seus sonhos, disseram-me que era estudar filhos ou netos em Universidade ou em Capelinha ou em cidade mais próximas, porque para elas, nem o PROUNI resolveria. E que seus filhos /filhas formavam no segundo grau e continuavam a migrar do mesmo jeito que o avô, o pai, por falta de estudo. Concluído o trabalho de campo, voltei a BH e comecei a enviar mensagens pedindo apoio aqueles que tivessem poder político, prestígio e dinheiro. Alguns responderam, outros não. Enviei cartas a muitos deputados e a Presidente Dilma também. Enviei mensagem ao Instituto de cidadania,do Presidente Lula. Então, este pleito de Capelinha por Universidade já era conhecido da Presidente e do MEC desde Janeiro. E tenho respostas tanto da presidente Dilma quanto do MEC. Como justificar então que a expansão se dê nos atropelando a todos os do Jequitinhonha? Nada de pólo nem para o Alto, nem Médio, nem Baixo e nem sequer uma explicação razoável para tal medida? Se indagarmos aos deputados da situação porque razão Dilma quer desfazer compromisso de Lula com o Jequitinhonha, eles não saberão responder. Se indagarmos porque deixaram, também ficarão constrangidos. Se dirigirmos a pergunta para os deputados de oposição, com maioria de votos na região, a coisa ainda fica pior: onde estavam que não viram o ocorrido? Onde estava ,por exemplo, Fabinho Ramalho, do PV e seus 52.209 votos na região? Ou Ademir Camilo do PDT, com 36.903 votos, Bernardo Santana, do P R e seus 35.779 votos, Rodrigo de Castro, PSDB e seus 29.559 votos, ou Leonardo Monteiro, do PT com 20.904, Marcus Pestana, PSDB 12.274 votos e tantos outros que aparecem no Vale de quatro em quatro anos?
Por favor, senhores deputados, expliquem para as suas próprias consciências como permitiram que a Presidente Dilma tirasse do Jequitinhonha o que ele ainda não tem? Pior: como a Presidente Dilma destrói o projeto de desenvolvimento social que o ex-presidente Lula criou para o Jequitinhonha? E a Presidente Dilma conta com a conivência de deputados do PT e com a omissão de quem se diz oposição? Nós queremos a execução do projeto original do qual meu companheiro de luta -Banu- já mencionou: expansão Jequitinhonha a dentro! Um pólo para Capelinha que atenderá os Vales do Mucuri e Rio Doce, outro para o Médio e outro para Baixo com possibilidades de atender o sul da Bahia. Que a Presidente Dilma se arme de coragem e faça passar o projeto da Universidade Federal do Norte de Minas Gerais. Nós não somos o Norte, nós somos o Jequitinhonha, aquela porção geográfica que ficou interditada a todos os demais brasileiros até 1860 em razão de sua riqueza… Até quando pagaremos o preço desta interdição? Já pagamos muito caro por ter tido muito diamantes e índios indomáveis. Já passa da hora do Brasil e Minas incluir o Jequitinhonha em seu mapa. Como Lula tentou fazer. Não é possível acreditar que será Dilma que o expulsará de novo …
Por fim, resta dizer que como liderança do movimento a UFVJM é nossa não vou me compactuar com quem usa a fé e a esperança do povo a troco de voto: não creio que a promessa de tantos pólos ou IFETS seja verdadeira… A promessa veio muito rápida e exagerada. O santo desconfiou. Por isso, nós temos que seguir a luta.O Vale inteiro,unido e fortalecido.. Não seremos mais o curral eleitoral barato. Nosso voto deve ser de quem nos traz benefícios maiores: universidades, Hospitais regionais, empreendimentos sustentáveis ou de quem, no mínimo, nos respeite, não nos tomando o que ainda nem temos.Nada mais será como antes agora que temos facebook e ninguém poderá deter a primavera do Jequitinhonha que só está começando .. Muita água ainda baixará neste solo, mas, nossos pólos virão.Nós, Jequitinhonhenses,lutaremos por eles.E que nenhum presidente da república, deputado ou reitor ouse mais nos tratar como gado de segunda!
É como Cidadãos e cidadãs de primeira que o movimento A UFVJM é nossa ! vem apresentar aos deputados de situação e oposição – ambos em dívida com o Jequitinhonha- a seguinte proposta : formação de frente suprapartidária para aprovação de projeto de Universidade Federal do Norte de Minas Gerais que poderá dar suporte ao projeto de exploração minério de ferro das empresas de Eike Batista ,este empresário que herdou da ditadura o mapeamento das riquezas minerárias brasileiras. ..E deixem a nossa Universidade em paz!
Que vocês deputados, como nossos representantes que são, pressionem o MEC a executar o projeto original de expansão de UFVJM que Lula nos deixou: nossos três pólos Jequitinhonha adentro.Um deles ,eu sei que nos defende: Dr Jean Freire.

Gostaríamos de ouvir os que os deputados acham de nossa proposta. Um milhão de pessoas são o Jequitinhonha e Mucuri.Tratem de nos respeitar!Afinal, não são nossos representantes? Representem-nos, então!

OBRIGADA! A luta, Jequitinhonhenses
À luta, mulheres guerreiras!

Jingle A UFVJM É NOSSA

Letra: Leonardo Pires Jr.
Interpretação: Rodrigo Pires, Ezequiel e Alequison

O vale merece educação
O vale precisa ser feliz
o vale em um só coração

é o vale que a gente sempre quis


O povo que ama sua terra
que luta "pra" tudo melhorar
o vale merece essa chance
o vale ainda pode sonhar

Do Be a Ba à Federal
Jequitinhonha e Mucuri
juntos pela educação
o lugar certo é aqui.


Jingle A UFVJM É NOSSA

Movimento A UFVJM é Nossa! Histórico:Antecedentes,Atores Sociais e Ações



 Como ser dotado de consciência e por saber-se assim,o humano a tudo interroga a origem,bem como as razões primeiras e últimas  de cada ocorrência que altera seu cotidiano.E,cada um com as armas de que dispõe, tenta  encontrar a versão que lhe parece mais prenhe de verdades (factuais ou não).Com o nosso movimento nao poderia ser diferente.Pela dimensão social que este  alcançou,num País que adota o   sistema de "representação politica" (democracia,neste caso,é uma antinomia)o que nao lhe faltam são autores de primeira hora.Apesar do expresso em  legislação em vigor,o  habitual ,no Brasil,são campanhas eleitorais antecipadas .A lei eleitoral.Ora,a lei...

Entretanto,sob nossa análise,o embrião do que veio a se chamar de  Movimento "A UFVJM é Nossa!” fora alimentado por intervenções de pesquisa de campo intitulada "De viúvas de maridos vivos a mulheres guerreiras: processo de reprodução social em famílias de migrantes do Alto Jequitinhonha" ,desenvolvida em Capelinha  ,no período de Novembro/2010 a Março de 2011.Os sujeitos de pesquisa,grupo de mulheres marcadas pelo fluxo migratório, dependentes de trabalho para autosustentaçao e familiar e, ao mesmo tempo,líderes em alguma esfera social ,em muito diferiam do estereótipo que as mídias   lhes colocam quando as retratam como "viúvas de maridos vivos",como se estas vivessem de pensão mensal ou se nada produzissem...a nao ser filhos.Há muito em comum entre elas,inclusive o sonho de que seus filhos possam  aceder à universidade pública na própria Cidade,já que não veem o PROUNI como solução ,pois nao dispõem de recursos que este  requer.Para elas ,uma universidade poderia estancar o fluxo migratório do qual sua família tem historicamente participado.Além disso, sabem que as inovações técnicas-científicas, cada vez mais rapidamente, expelirão  a força de trabalho dos processos produtivos.

Assim,após muitas entrevistas e convites para debater soluções para a questão ,decidiram reunir para falar do sonho acalentado, ocasião em que foi marcada a primeira reunião.Desta participaram as mulheres do grupo de pesquisa e outras que compartilhavam do mesmo desejo . Àquela altura,já se sabia que  estavam dispostas a lutar pela universidade pública  em Capelinha.Observava-se ,então,que a necessidade apontada pelas  mulheres entrevistadas ultrapassava as barreiras geográficas e sociais,pois aquelas que ali estavam representavam ou associações comunitárias rurais, associação de mulheres da zona urbana,mulheres sindicalistas e professoras.A primeira reunião ocorreu na sede do sindicato dos trabalhadores nas indústrias extrativas de Capelinha.Ali estávamos nós,eu, Maria Pereira da Silva,Maria de Jesus Peçanha Rodrigues,Maria dos Anjos Soares,Vicência Luiz Magalhães,D. Ude Pimenta de Figueiredo,Prof Maria Eunice Barbosa Fróes,Neusa Martins Ferreira,Maria Cristina Martins Santos,Maria de Lió,Gecy Souza, Elza Aparecida Sampaio,Selma Alves Ferreira.Em meio às mulheres,estava Terezino Cordeiro,presidente da FTIEMG que também compartilhava do mesmo sonho.Neste mesmo dia foi criado o Grupo de mulheres mobilizadas pela educação superior pública em Capelinha,cabendo-lhes ,como tarefa inicial, coletar assinatura de adeptos à causa e envio da documentação produzida às autoridades competentes( MEC/Prefeitura).

Coube-nos contatar os órgãos afetos à área , instituições da sociedade civil-politica(hegemonia),atores sociais com suficiente poder político para bem encaminhar nosso pleito.E assim o fizemos : enviamos mensagem a muitos que pautam "o andar brasileiro " seja pelo prestígio, seu poder econômico ou político.Ou ambos? E,claro,enviamos carta à Presidente Dilma Vana Roussef e todo o aparato de Estado e,principalmente,ao Ministério da Educação (órgãos e conselhos) e seu ministro, Prof. Dr Fernando Haddad.A Presidente Dilma,pela assessoria,respondera dizendo ser este assunto esfera exclusiva do MEC.O segundo,pela SESU, dissera que estudaria o pleito em questão porque o Brasil vivia uma fase de expansão do ensino superior.Com efeito: em agosto de 2011,a Presidente Dilma anunciava que a expansão da UFVJM não contemplava o seu próprio território.Tal notícia nos causou profunda e justificável consternação : O Jequitinhonha fora novamente excluído? De novo!??!! 

Na mesma semana do anúncio presidencial,postamos a nossa indignação em página do facebook e ali mesmo encontrávamos o outro fio que dá seqüência à nossa história : Álbano Silveira,Banu, respondeu no mesmo tom e dose de insatisfação com as decisões reveladas pelo governo.Ali,na mesma hora e juntos,decidimos lançar uma petição pública on line, http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N13546
a qual marca a criação do  movimento “A UFVJM é Nossa! Éramos então um grupo pequeno,mas,muito produtivo : Eu,Albano Silveira,Eric Renan Ramalho,Bernardo Vieira,Pedro Higino Freire,Omar Freire, Marta Sampaio,Douglas Lima,Anna Angélica Soares, Francianny Bezerra,Marlice Ornellas,Hélio Silva, Fábio Xavier (moderador do blog avança Jequi,onde reuniões on line aconteciam inicialmente)etc.Em encontros diários via facebook, discutíamos as estratégias para enfrentamento da questão , elaborávamos documentação a ser enviada à Reitoria e  Conselho Universitário- CONSU da UFVJM.Em nome deste mantivemos correspondência com o Reitor da UFVJM, participamos de reunião de CONSU quando foi anunciada a decisão de acatar nossa reivindicação: instalação de 3 (três)campi da UFVJM no Jequitinhonha adentro.Assim que esta decisão se tornou pública,Vale do Jequitinhonha se envolveu completamente na luta ,quando o movimento 'A UFVJM é Nossa!" recebeu adeptos de todos os matizes ao longo de poucos meses.Este diferencial faz dele um movimento social de largo espectro já que possui simpatizantes ao longo de todo o Vale,com seus representantes atuando,principalmente nas cidades de  Capelinha,Araçuaí , Almenara e cidades vizinhas  que as apoiam na luta por sediar campus da UFVJM. Estas são  sedes das três microrregiões e  se irmanam numa   luta que é de todo Vale do Jequitinhonha.

De  modo coletivo e articulado ,os que participam do "Movimento A UFVJM é Nossa!"em  Capelinha, Araçuaí ,Almenara e cidades que lhes apoiam buscam resgatar para o Jequitinhonha o direito que lhe  foi sonegado: ter campi de sua Universidade em seu próprio território .Se por um lado, o 'A UFVJM é Nossa! amalgame e expresse as necessidades de um povo com o qual o  Estado (e sua elite) contraiu enorme dívida social ainda nao paga,sendo a sua causa propriamente dita  muito útil aos interesses eleitoreiros (e a outros ainda mais mesquinhos) ,por outro lado,o Jequitinhonha saiu mais fortalecido a partir do que viveu os últimos 6 meses.

Finalizamos com algumas conclusões muito particulares: O Vale do Jequitinhonha nao se conhece  no todo e por isso se estranha, as trocas sociais e a  articulação política intra regional são soluções  para o reconhecimento do Vale como região portadora de direitos;se este é estranho ao Vale em período eleitoral,o Vale é que lhe será estranho quando em Brasilia e,por fim,a juventude organizada tem em seu destino criar um outro Jequitinhonha para a próxima geração: de um modo geral,desde a ditadura que a nossa falsa representação política nao muda de mãos.Já passa da hora de perder tantos estes anéis,quanto estes  dedos que os exibem.O que o Jequitinhonha perderia se perdesse tais políticos

Por Maria do Rosário Sampaio- Jornalista,Pesquisadora FUNDACENTRO/MTE e Doutoranda PPGSS/UERJ,ex-bolsista FAPERJ.

O MOVIMENTO EM "ARAÇUAI"

“A UFVJM É NOSSA-ARAÇUAI”
“ENTENDA 0 MOVIMENTO”

A preocupação com a educação superior tornou-se tema central nas discussões político-sociais no Vale do Jequitinhonha. Desacostumados a anos de falta de investimentos na área e de ver seus filhos saírem cada vez mais cedo para estudar fora ou quando muito apenas trabalhar em outras regiões, a população parece ter acordado e começa a tomar medidas para balancear o discurso político que antes era consumido apenas pela seca e miséria. Neste cenário está inserido o grupo “A UFVJM É NOSSA”, que através de intensos debates pelas redes sociais tem conseguido mobilizar a população do alto, médio e baixo Jequitinhonha pela cobrança da instalação de campus da UFVJM nas cidades polo das três regiões.

Recentemente, um grupo de amigos (a maioria se conheceu pela internet) juntou-se e começou a discutir o tema, tendo como pontapé inicial a medida politico-administrativa do MEC e da UFVJM de criação de 02 novos CAMPI fora dos limites do Vale do Jequitinhonha, nas cidades de UNAI e JANAÚBA. O movimento “A UFVJM É NOSSA-ARAÇUAI” nasceu da necessidade de mobilizar a nossa população em torno da luta pelo CAMPUS da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, na região do médio, mais precisamente na cidade de ARAÇUAI. Um grupo de amigos se reuniu e mobilizou alunos, diretores de escolas, sociedade civil, comerciantes, políticos e entidades representativas em torno da luta. O movimento iniciou-se com coletas de assinaturas, passeatas, mídias sociais como facebook e twitter. Após isso, uma grande onda de manifestações varreu o Vale, tendo início uma grande passeata na cidade de Araçuai, o movimento expandiu-se para Capelinha, Virgem da Lapa, Itaobim, Pedra Azul, Almenara, Minas Novas e Itamarandiba e ficou conhecido como “A primavera do Vale”e, através da sua força, alcançou notoriedade junto à classe política e na mídia. Segundo observadores, foi a maior manifestação popular já ocorrida no Vale do Jequitinhonha, chegando a reunir em um só local mais de 07 mil pessoas, como ocorreu em Capelinha.

Após o calor inicial, o CONSU-UFVJM acenou com a possibilidade da "indicação da instalação" de 03 CAMPI até o ano de 2015, o que ocorreria nas cidades polo nas três regiões do vale após estudo de viabilidade técnica. Araçuaí parte com grande chance de conquistar o Campus do Médio Jequitinhonha...contamos com a sua luta e com o seu engajamento.Maiores informações no grupo “A UFVJM É NOSSA” – ARAÇUAI”, no Facebook, ou através dos participantes em ARAÇUAI. Higino Pedro, Nádia Fonseca, Renato Silva, Itamar Rodrigues, Magno Barbosa, Débora Silva, Rita de Cássia Capdeville, Matheus Marinho, Sanzio Silva, Adonai Martins ou contate-nos-os através do Facebook. ( Estes são os únicos representantes que podem falar em nome do MOVIMENTO "A UFVJM É NOSSA-ARAÇUAI".)

Manifesto do Jequitinhonha



O povo do Jequitinhonha vivencia um momento ímpar de sua história e deseja compartilhá-lo com aqueles que lutam pela superação de todas as formas de desigualdades sociais. A recente notícia de expansão da Universidade Federal dos Vales Jequitinhonha e Mucuri, à revelia de seus territórios, resultou em grande mobilização política em torno de um mesmo propósito: hoje o Jequitinhonha luta unido pela instalação de pólos universitários ao longo de seus 71 mil km². A luta está em curso desde agosto/2011. A partir daí,temos manifestado publicamente a nossa pulsante indignação face à decisão arbitrária e preconceituosa do MEC/SESU e Reitoria UFVJM ao ignorar nossas demandas pela Educação Superior, bem como nosso repúdio à capciosa tentativa de alterar o nome de Nossa Universidade. Além disso, manifestamos nossa determinação de lutar por todos os direitos que têm sido historicamente retirados do povo Jequitinhonhense. A política do Estado Brasileiro – em quaisquer de seus modelos-gerou um passivo social que os filhos do Vale exigem reparação. A forma de reconhecer sua omissão é a imediata aprovação pelo MEC da instalação de pólos da UFVJM até 2015, construindo a base necessária para a transformação social do nosso território. Os pólos terão como sedes as cidades de Capelinha, Araçuaí/Itaobim e Almenara.
Por oportuno, manifestamos que não aceitaremos que formadores de opinião – inocentes úteis ou não- nos impinjam sua versão maniqueísta acerca de nossa história. Somos muito mais que miséria, artesanato, urnas e força de trabalho a preços módicos. Somos produto de uma divisão do trabalho regional que privilegia o Sul em detrimento do Norte Queremos uma nova simbologia para o Vale do Jequitinhonha: que seu outro lado seja visto! Que suas potencialidades venham á tona! Que o massacre da negação do Estado seja discutido! Que pesquisas ou reportagens a seu respeito não se esgotem na constatação da pobreza como fato natural, mas, que respondam perguntas: por quê? A quem interessa?
Doravante, construiremos outro signo para o Jequitinhonha! Este deverá se atrelar às novas formas de investimento de longo prazo para além do agrobusiness, os quais privilegiem um novo modelo de desenvolvimento sustentável baseado na produção do conhecimento em consonância com sua biodiversidade, nela incluída o ser humano. Por conseguinte, o acesso facilitado à Educação Superior Pública torna-se imperioso,assim como investimentos em conhecimento,tecnologia e informação, tal como ocorreu em Minas ao Sul quando da instalação do “Vale do Silício mineiro ”(Vale do Sapucaí).
 O Vale do Jequitinhonha, se plantando a educação pública de qualidade guardará o germe do que, em futuro próximo, transformar-se-á em celeiro de informação e cultura, e potencialmente, um diferencial para Minas e para o Brasil. Por que não? Não foi assim no sul de Minas? Somos um milhão de brasileiros com identidade e culturas próprias, que quer viver, brilhar, ser feliz no lugar em que nasceu: o Vale do Jequitinhonha. Esta é a nossa Luta!