quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Expansão da UFVJM para cidades do Vale entra na pauta do Ministério da Educação

 Ministério da Educação pode criar campus em cidades do Vale


Deputado Reginaldo Lopes apresenta proposta de campus por 
área específica: Ciências Humanas, Aplicadas e de Engenharias.

Em audiência, no dia 15 de fevereiro, o deputado federal Reginaldo Lopes e atual presidente do PT/MG, esteve com o novo Ministro da Educação Aloizio Mercadante para tratar de assuntos relativos à educação em Minas Gerais: a expansão da UFVJM na região do Vale do Jequitinhonha, o consórcio entre as Universidades mineiras, a criação de Parques Científicos e Tecnológicos e a criação da Comissão Especial para Reformulação do Ensino Médio. 
Participaram da reunião, ainda, o reitor da UFLA Antônio Nazareno, o reitor da UNIFAL, Paulo Marcio de Faria, o reitor da UFVJM Pedro Ângelo Almeida e o Secretário de Educação Superior, Amaro Henrique Lins.

Expansão da UFVJM para cidades do Vale

Para a região do Vale do Jequitinhonha, o ponto de maior relevância foi a expansão da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM para cidades-polo do Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha, com a criação de 3 campi, sendo um campus em cada microrregião.

O site do deputado federal Reginaldo Lopes, registra o encontro e a proposta:

"A região sonha com a criação de novos campi e Reginaldo Lopes vem trabalhando por esta conquista. O Mercadante falou da importância de haver unidade técnica e política na proposta a ser apresentada. Ele argumentou que qualquer proposta deverá ser analisada para, em uma próxima expansão, estar apta para execução.

O parlamentar fez uma proposta para o ministro e para o reitor da UFVJM, buscando garantir a unidade política na ação e evitar conflitos. A proposta prevê a criação de três campi, sendo: um Campus na área de Humanas; outro de Ciências Aplicadas e o terceiro na área das Engenharias. 

Cada campus teria cinco cursos. Dessa forma, poderia se implementar três campi em regiões diferentes. Segundo o deputado, seria possível a liberação de 260 professores e 245 técnicos administrativos.

Parte destes cargos viria através do Projeto de Lei (PL) de expansão que já tramita na Câmara Federal e parte do próximo PL que se pretende encaminhar ao Congresso para a expansão educacional na área da saúde. Segundo Lopes, seria possível a seguinte distribuição de vagas: para o campus de Humanas 80 professores e 70 técnicos administrativos; para o campus de Ciências Aplicadas 85 professores e 80 técnicos administrativos; e para o campus de Engenharias 95 professores e 95 técnicos administrativos.

O acordo com o reitor da UFVJM, Pedro Ângelo, é que o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) aponte as duas cidades aptas à criação dos campi por região (Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha) para que se possa avaliar, tecnicamente, junto ao Ministério e, posteriormente, embasar a decisão futura da expansão.

Mercadante gostou da proposta e buscou esclarecer que as ações do Ministério devem buscar o desenvolvimento da região de forma equilibrada, consciente e acertada e, para isso, a unidade política e técnica deve estar alinhada. 

O ministro fez questão de lembrar que não há ainda nenhuma decisão do Ministério e do Governo para a criação destes campi. Esta idéia é uma possibilidade que foi pautada com o ministro pela primeira vez e que poderá ser considerada se houver coesão e entendimento para uma próxima expansão. Isto quando o Governo for decidir por em prática mais uma etapa de criação de novos campi no país".


Leia mais em www.reginaldolopes.com.br

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Reitor da UFVJM adia para Março a decisão sobre as Cidades Sedes de Novos Capi.

Decisão sobre as cidades que serão incluídas no PDI (Plano de desenvolvimento Institucional) deverá acontecer dia 02/03/2012.

Comitiva das cidades participantes - Foto: Cleuber Luiz - Aranãs FM
Ficou para a primeira sexta-feira do mês de março (02/03/2012) a decisão sobre quais cidades do Baixo, Médio e Alto-Jequitinhonha, além de Nanuque, no Vale do Mucuri, que serão incluídas no PDI da UFVJM – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
Com a reitoria lotada com a presença da comitiva de todas as cidades que pleiteiam a expansão da UFVJM (Minas Novas, Capelinha, Itamarandiba, Almenara, Itaobim, Araçuaí, Jequitinhonha e Nanuque), além da presença de dezenas de estudantes da cidade de Capelinha, o reitor da UFVJM, Pedro Ângelo, tão logo iniciou a reunião já informou aos presentes que a discussão sobre expansão universitária não estaria em pauta para discussão e informou que após a votação da pauta os professores poderiam discutir a questão levantada. Isso gerou revolta dos presentes, que se manifestaram contrariamente à decisão arbitrária.
Mesmo com a negativa da votação sobre a ampliação, os presentes permaneceram por quase duas horas na reitoria, observando a discussão da pauta do CONSU. Como o item sobre a expansão seria o 7º a ser votado, o reitor, após saltar do item 6 para o 8º, foi interferido por conselheiro que era contrário à retirada da pauta a decisão sobre a expansão dos campi, gerando uma discussão entre os conselheiros e o reitor.
 Este leu carta do “Movimento a UFVJM é Nossa”, onde foi reivindicada a imediata votação sobre a expansão, bem como, de forma objetiva, demonstrou as enormes desvantagens em se adiar novamente a decisão. A carta ainda citava o oportunismo de políticos, que se aproveitam do ano eleitoral para se promoverem frente ao movimento social que emergiu em todo Vale do Jequitinhonha, tendo a concordância até mesmo do reitor neste sentido.
Após, o reitor disse que a decisão sobre a expansão é técnica e não política, como vinha sendo colocada por alguns políticos, que pressionava junto à reitoria a expansão para o município de seu interesse.
Explicou ainda, que requereu que fosse retirado a decisão sobre a expansão da pauta tendo em vista que o relatório técnico elaborado pela comissão instituída pela UFVJM estava incompleto, ou seja, após árduo trabalho desta comissão, o reitor entendeu que o relatório não apontava qual cidade, em cada localização geográfica, deveria ser incluída no PDI, ou, caso não quisesse definir as cidades escolhidas, que este conselho deixasse bem claro que não iria emitir parecer sobre qual cidade fosse a mais capacitada para receber o campus.
Novamente a platéia e um membro do CONSU se manifestaram contra a decisão do reitor Pedro Ângelo, demonstrando insatisfação sobre um novo adiamento. Este conselheiro explanou que o relatório era bem claro e indicava pontos positivos e negativos de cada cidade e cabia o CONSU decidir qual cidade era a mais preparada para receber o campus.
Com nova manifestação popular, bem como a presença da imprensa que se encontrava no interior da reunião, o reitor se irritou e determinou a retirada dos presentes, suspendendo a reunião, o que gerou protesto de todos presentes, inclusive de certa parte dos conselheiros.
Todo o movimento popular virou de costas para o reitor e entoou o Hino Nacional Brasileiro, além de gritos como “o povo unido, jamais será vencido”. Depois de alguns minutos de protestos da população e com a chegada de seguranças da UFVJM, esta se retirou do plenário aos gritos de “Que país é este?”, de Renato Russo.
Em conversa com um professor e membro da equipe responsável pela elaboração do estudo técnico, este demonstrou insatisfação contra a decisão autoritária do reitor. O professor disse a dificuldade em se desenvolver um estudo técnico para avaliar todas as cidades que pleiteavam a expansão e que não iria realizar outro relatório indicando a cidade.
CONSU - Conselho Universitário - Foto: Cleuber Luiz - Aranãs FM
Informou ainda que a decisão sobre a expansão deverá acontecer mesmo no próximo encontro, dia 03/02/2012. Porém, como a comissão responsável terá que elaborar novo relatório e caso esta comissão se recuse em elaborar este relatório, o reitor teria que instituir outra comissão para elaborar tal documento, o que demandaria muito tempo, sendo praticamente impossível emitir parecer para a decisão no dia 03/02/2012.
O novo adiamento poderá atrapalhar o sonho da expansão em cidades do Vale do Jequitinhonha, pois o MEC deverá decidir sobre plano de extensão das universidades federais em março ou abril, o que tornaria inviável a expansão da UFVJM, haja vista que esta demora definir qual cidade está apta a receber extensão de campus.
Texto: Bernardo Vieira – Blog do Jequi
 Fotos: Cleuber Luiz – Aranãs FM