domingo, 25 de março de 2012

Comunicado do Movimento A UFVJM é nossa!

O Movimento A UFVJM é Nossa! comunica a todo o povo do Vale do Jequitinhonha que a luta continua pela implantação de 3 campi da Nossa Universidade nas cidades de Almenara, Araçuaí e Capelinha:

1 – Foi realizada uma Audiência, nesta quarta-feira, 21.03.201, às 15 horas, no prédio do Ministério da Educação, em Brasília, com o Secretário da Secretaria de Educação Superior, Professor Amaro Lins, e com Adriana Wesca, Diretora de Desenvolvimento da Rede de Instituições Federais de Ensino Superior.
A Audiência teve o objetivo de conhecer todos os procedimentos da instalação de campus da UFVJM nas cidades de Capelinha, Araçuaí e Almenara e fazer gestões para que todo o processo seja acelerado;

2 - Amaro Lins garantiu aos representantes do Movimento A UFVJM é nossa! que a expansão da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri para as cidades de Capelinha, Araçuaí e Almenara terá início  brevemente, com a apresentação de um projeto técnico pela UFVJM a um grupo de trabalho do MEC. Para que o Ministério tome providências é necessário que a Reitoria da UFVJM apresente documentação de aprovação do Conselho Universitário das cidades indicadas como sede e apresente o Projeto Técnico;

3 – O Secretário registrou que tem conhecimento do Movimento do Vale com o  povo nas ruas lutando pelo seu direito à educação. Informou que já havia recebido várias representações de cidades por campus na região. Porém, não mais receberia reivindicações neste sentido. Caso houvesse, ficaria para depois, pois as indicações das cidades de Almenara, Araçuaí e Capelinha era oficial e teria prioridade;

4 – Amaro Lins reafirmou o respeito do MEC pela autonomia universitária, com a Universidade tomando as decisões que a instituição e a comunidade acadêmica definir. Sendo assim, a do Conselho Universitário da UFVJM, no dia 16.03, de instalação de campus em Capelinha, Araçuaí e Almenara, seria seguida pelo MEC, pois foi inserida no PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional 2012-2016;

5 – A UFVJM apresentará um projeto técnico de campus com a concepção de campus das três cidades, sua estrutura física completa com prédios e equipamentos de salas de aula, administração, laboratórios, bibliotecas, salas de reuniões, alojamentos, restaurante, quadro de pessoal – técnico-administrativos e professores -, e recursos necessários para sua instalação com a indicação de cursos em cada campus;

6 – Há recursos disponíveis para execução do projeto de 3 campi da UFVJM;

7 – Há necessidade de aprovação do Projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional de contratação de mais de 70 mil professores e técnico-administrativos para atender a demanda de expansão universitária;

8 – Ainda não há um cronograma da instalação de campus, mas o projeto é grande e arrojado demandando mais de 2 anos para sua completa concretização;

9 – Foi informado ao representante do MEC que há 2 ou 3 opções de terreno em cada cidade para análise técnica e escolha da Reitoria da UFVJM para a instalção de campus.

10 – O deputado Federal Reginaldo Lopes, que participou da Audiência, a convite do Movimento, apresentou a proposta de instalação de campus com 5 cursos de áreas afins, em cada um. Cada campus abrangeria uma área científica. Assim, seriam 3 campi de Ciências Exatas/Engenharia, Ciências da Saúde e Ciências Humanas. Cada campus teria cerca de 90 professores e técnico-administrativos. Assim os professores poderiam trabalhar em cada campus com dedicação exclusiva, podendo dar aulas, realizar pesquisas e extensão, em vários cursos da mesma área. A proposta é que os 3 campi tenham início em conjunto, embora o campus de Engenharia e cursos afins demande um volume de recursos muito maior que as outras áreas.
Esta proposta foi apresentada inicialmente por Reginaldo Lopes ao Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em audiência com o Reitor da UFVJM, Pedro Ângelo, no início deste mês. O Ministro considerou a proposta mais viável.

10 – Os representantes do Movimento A UFVJM é nossa! consideraram positiva a audiência ao tomar conhecimento de detalhes de todos os passos de tramitação e execução do projeto, além da expectativa de agilização do processo. 
Um compromisso foi firmado entre todos: estar vigilantes e atentos na luta para a efetivação do grande do sonho do povo do Vale do Jequitinhonha. Não seria aceito o projeto apenas no papel.

11- As novas tarefas colocadas são a disseminação de informações para estudantes e cidadãos do Vale dos resultados da reunião, além da continuidade da luta iniciada, desde agosto de 2011, realizando ações para fazer as coisas andarem com mais rapidez e tornar a instalação de cada campus uma realidade concreta.  

12 - O Movimento A UFVJM é nossa! foi representado pelos coordenadores regionais Álbano Silveira Machado e Maria do Rosário Sampaio (Fundacentro/MG,DO/PPGSS-UERG); por Capelinha:Elza Sampaio, Maria Pereira da Silva, Maria do Carmo Soares Carvalho, Vicencia Magalhães, Hélio Silva e Leonar Ferreira.  Araçuaí foi representada por Nádia Paulino, Mateus Marinho e Fernando Pinheiro.  Almenara esteve representada pela jornalista Nalva e Júlio Mares.

MEC garante: campus da UFVJM vai sair

Campus em Almenara, Araçuaí e Capelinha terá início brevemente, respeitando adecisão do CONSU e autonomia da UFVJM, garantiu Secretário 

Representantes do Movimento A UFVJM é nossa! com o Secretário do MEC, Amaro Lins

Em audiência no Ministério da Educação, o Secretário de Educação Superior – SESU, Amaro Lins, garantiu aos representantes do Movimento A UFVJM é nossa! que a expansão da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri para as cidades de Capelinha, Araçuaí e Almenara terá início  brevemente, com a apresentação de um projeto técnico pela UFVJM a um grupo de trabalho do MEC. A Audiência foi realizada nesta quarta-feira, 21.03, às 15 horas, no prédio do MEC, em Brasília.

Vicência Magalhães, Maria do Rosário Sampaio e Álbano Silveira Machado argumentam com o Secretário Amaro Lins sobre a urgência de instalação de campus da UFVJM em cidades do Vale

Amaro Lins disse à caravana do Jequitinhonha que o Movimento do Vale é belíssimo e marcante com o  povo nas ruas lutando pelo seu direito à educação. Informou que já havia recebido várias representações de cidades por campus na região. A partir daquele momento, seguiria o que foi definido pelo Conselho Universitário da UFVJM, no dia 16.03, de instalação de campus em Capelinha, Araçuaí e Almenara, respeitando a autonomia universitária, dentro do PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional 2012-2016.

Representantes do Vale, no MEC, com deputado federal Reginaldo Lopes e Adriana Wesca, do MEC

O primeiro passo já foi dado, constatou o Secretário da SESU. Em seguida, a UFVJM deverá apresentar um projeto técnico para o MEC, com a concepção de campus das três cidades, sua estrutura física completa com prédios e equipamentos de salas de aula, administração, laboratórios, bibliotecas, salas de reuniões, alojamentos, restaurante, quadro de pessoal – técnico-administrativos e professores -, e recursos necessários para sua instalação com a indicação de cursos em cada campus . Informou que não haveria problemas de orçamento, tendo recursos disponíveis para viabilizar o projeto.

Representação de Capelinha: Hélio Silva, Leonar Ferreira, Álbano Silveira Machado, Zara Sampaio, Elza Sampaio, Vicência Magalhães, Maria Pereira da Silva, Deputado Reginaldo Lopes, Adriana Weska, do MEC, e Maria do Carmo Soares Carvalho.

Um grupo técnico do Ministério seria formado para executar a instalação de campus. O grupo de representantes do Movimento questionou qual seria o cronograma da instalação de campus, pois a  população do Vale estava angustiada por saber quando iria começar, os cursos oferecidos, as inscrições para vestibular e início das aulas.

O professor Amaro Lins ponderou que o processo poderia ser considerado longo para muitas pessoas, mas como é um projeto arrojado ele deveria funcionar de forma plena e demandaria cerca de dois anos para sua construção e instalação efetiva. Teria início já com trabalhos da Reitoria da UFVJM em conjunto com uma equipe técnica do MEC, com o funcionamento do campus em cada cidade.Ele perguntou sobre os terrenos doados por cada cidade. Foi informado que cada localidade tinha de 2 a 3 opções de terreno para análise técnica e escolha da Reitoria da UFVJM.

Deputado Reginaldo Lopes acompanha audiência 
 
Como apoiador da proposta do Movimento a UFVJM é nossa! por 3 campi em cidades do Vale, o deputado federal Reginaldo Lopes foi convidado a acompanhar a audiência, sendo o único representante político presente. 
Deputado Reginaldo Lopes e Adriana Wesca, Diretora de Desenvolvimento de Instituições Federais de Ensino Superior

Ele apresentou a proposta de viabilidade de instalação de campus em Capelinha, Araçuaí e Almenara com 5 cursos de áreas afins, em cada um. Cada campus abrangeria uma área científica. Assim, seriam 3 campi de Ciências Exatas/Engenharia, Ciências da Saúde e Ciências Humanas. Cada campus teria cerca de 90 professores e técnico-administrativos.

Álbano Silveira Machado, representantes de Araçuaí, Mateus Marinho, Nádia Paulino e Fernando Pinheiro, com o deputado Reginaldo Lopes 

Reginaldo Lopes explicou que assim os professores poderiam trabalhar em campus com dedicação exclusiva, podendo dar aulas, realizar pesquisas e extensão, em vários cursos da mesma área. A proposta é que os 3 campi tenham início em conjunto, embora o campus de Engenharia e cursos afins demande um volume de recursos muito maior que as outras áreas.

Esta proposta foi apresentada inicialmente por Reginaldo Lopes ao Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em audiência com o Reitor da UFVJM, Pedro Ângelo, no início deste mês. O Ministro considerou a proposta mais viável.

Movimento das Mulheres de Capelinha com o deputado Reginaldo Lopes
 
Representantes do Vale

O Movimento A UFVJM é nossa! foi representado pelos coordenadores regionais Álbano Silveira Machado e Maria do Rosário Sampaio (Fundacentro/MG,DO/PPGSS-UERG); por Capelinha:Elza Sampaio, Maria Pereira da Silva, Maria do Carmo Soares Carvalho, Vicencia Magalhães, Hélio Silva e Leonar Ferreira.  Araçuaí foi representada por Nádia Paulino, Mateus Marinho e Fernando Pinheiro.  Almenara esteve representada pela jornalista Nalva e Júlio Mares.

 Nádia Paulino e Mateus Marinho, de Araçuaí

Os representantes do Movimento A UFVJM é nossa! consideraram positiva a audiência ao tomar conhecimento de detalhes de todos os passos de tramitação e execução do projeto, além da expectativa de agilização do processo. Um compromisso foi firmado entre todos: estar vigilantes e atentos na luta para a efetivação do grande do sonho do povo do Vale do Jequitinhonha. Não seria aceito o projeto apenas no papel.
Deputado Reginaldo Lopes, Adriana Wesca, Diretora do MEC, 
e os representantes de Almenara, Júlio Mares e Nalva.

As novas tarefas colocadas são a disseminação de informações para estudantes e cidadãos do Vale dos resultados da reunião, além da continuidade da luta iniciada, desde agosto de 2011, realizando ações para fazer as coisas andarem com mais rapidez e tornar a instalação de cada campus uma realidade concreta.  

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Expansão da UFVJM para cidades do Vale entra na pauta do Ministério da Educação

 Ministério da Educação pode criar campus em cidades do Vale


Deputado Reginaldo Lopes apresenta proposta de campus por 
área específica: Ciências Humanas, Aplicadas e de Engenharias.

Em audiência, no dia 15 de fevereiro, o deputado federal Reginaldo Lopes e atual presidente do PT/MG, esteve com o novo Ministro da Educação Aloizio Mercadante para tratar de assuntos relativos à educação em Minas Gerais: a expansão da UFVJM na região do Vale do Jequitinhonha, o consórcio entre as Universidades mineiras, a criação de Parques Científicos e Tecnológicos e a criação da Comissão Especial para Reformulação do Ensino Médio. 
Participaram da reunião, ainda, o reitor da UFLA Antônio Nazareno, o reitor da UNIFAL, Paulo Marcio de Faria, o reitor da UFVJM Pedro Ângelo Almeida e o Secretário de Educação Superior, Amaro Henrique Lins.

Expansão da UFVJM para cidades do Vale

Para a região do Vale do Jequitinhonha, o ponto de maior relevância foi a expansão da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM para cidades-polo do Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha, com a criação de 3 campi, sendo um campus em cada microrregião.

O site do deputado federal Reginaldo Lopes, registra o encontro e a proposta:

"A região sonha com a criação de novos campi e Reginaldo Lopes vem trabalhando por esta conquista. O Mercadante falou da importância de haver unidade técnica e política na proposta a ser apresentada. Ele argumentou que qualquer proposta deverá ser analisada para, em uma próxima expansão, estar apta para execução.

O parlamentar fez uma proposta para o ministro e para o reitor da UFVJM, buscando garantir a unidade política na ação e evitar conflitos. A proposta prevê a criação de três campi, sendo: um Campus na área de Humanas; outro de Ciências Aplicadas e o terceiro na área das Engenharias. 

Cada campus teria cinco cursos. Dessa forma, poderia se implementar três campi em regiões diferentes. Segundo o deputado, seria possível a liberação de 260 professores e 245 técnicos administrativos.

Parte destes cargos viria através do Projeto de Lei (PL) de expansão que já tramita na Câmara Federal e parte do próximo PL que se pretende encaminhar ao Congresso para a expansão educacional na área da saúde. Segundo Lopes, seria possível a seguinte distribuição de vagas: para o campus de Humanas 80 professores e 70 técnicos administrativos; para o campus de Ciências Aplicadas 85 professores e 80 técnicos administrativos; e para o campus de Engenharias 95 professores e 95 técnicos administrativos.

O acordo com o reitor da UFVJM, Pedro Ângelo, é que o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) aponte as duas cidades aptas à criação dos campi por região (Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha) para que se possa avaliar, tecnicamente, junto ao Ministério e, posteriormente, embasar a decisão futura da expansão.

Mercadante gostou da proposta e buscou esclarecer que as ações do Ministério devem buscar o desenvolvimento da região de forma equilibrada, consciente e acertada e, para isso, a unidade política e técnica deve estar alinhada. 

O ministro fez questão de lembrar que não há ainda nenhuma decisão do Ministério e do Governo para a criação destes campi. Esta idéia é uma possibilidade que foi pautada com o ministro pela primeira vez e que poderá ser considerada se houver coesão e entendimento para uma próxima expansão. Isto quando o Governo for decidir por em prática mais uma etapa de criação de novos campi no país".


Leia mais em www.reginaldolopes.com.br

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Reitor da UFVJM adia para Março a decisão sobre as Cidades Sedes de Novos Capi.

Decisão sobre as cidades que serão incluídas no PDI (Plano de desenvolvimento Institucional) deverá acontecer dia 02/03/2012.

Comitiva das cidades participantes - Foto: Cleuber Luiz - Aranãs FM
Ficou para a primeira sexta-feira do mês de março (02/03/2012) a decisão sobre quais cidades do Baixo, Médio e Alto-Jequitinhonha, além de Nanuque, no Vale do Mucuri, que serão incluídas no PDI da UFVJM – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
Com a reitoria lotada com a presença da comitiva de todas as cidades que pleiteiam a expansão da UFVJM (Minas Novas, Capelinha, Itamarandiba, Almenara, Itaobim, Araçuaí, Jequitinhonha e Nanuque), além da presença de dezenas de estudantes da cidade de Capelinha, o reitor da UFVJM, Pedro Ângelo, tão logo iniciou a reunião já informou aos presentes que a discussão sobre expansão universitária não estaria em pauta para discussão e informou que após a votação da pauta os professores poderiam discutir a questão levantada. Isso gerou revolta dos presentes, que se manifestaram contrariamente à decisão arbitrária.
Mesmo com a negativa da votação sobre a ampliação, os presentes permaneceram por quase duas horas na reitoria, observando a discussão da pauta do CONSU. Como o item sobre a expansão seria o 7º a ser votado, o reitor, após saltar do item 6 para o 8º, foi interferido por conselheiro que era contrário à retirada da pauta a decisão sobre a expansão dos campi, gerando uma discussão entre os conselheiros e o reitor.
 Este leu carta do “Movimento a UFVJM é Nossa”, onde foi reivindicada a imediata votação sobre a expansão, bem como, de forma objetiva, demonstrou as enormes desvantagens em se adiar novamente a decisão. A carta ainda citava o oportunismo de políticos, que se aproveitam do ano eleitoral para se promoverem frente ao movimento social que emergiu em todo Vale do Jequitinhonha, tendo a concordância até mesmo do reitor neste sentido.
Após, o reitor disse que a decisão sobre a expansão é técnica e não política, como vinha sendo colocada por alguns políticos, que pressionava junto à reitoria a expansão para o município de seu interesse.
Explicou ainda, que requereu que fosse retirado a decisão sobre a expansão da pauta tendo em vista que o relatório técnico elaborado pela comissão instituída pela UFVJM estava incompleto, ou seja, após árduo trabalho desta comissão, o reitor entendeu que o relatório não apontava qual cidade, em cada localização geográfica, deveria ser incluída no PDI, ou, caso não quisesse definir as cidades escolhidas, que este conselho deixasse bem claro que não iria emitir parecer sobre qual cidade fosse a mais capacitada para receber o campus.
Novamente a platéia e um membro do CONSU se manifestaram contra a decisão do reitor Pedro Ângelo, demonstrando insatisfação sobre um novo adiamento. Este conselheiro explanou que o relatório era bem claro e indicava pontos positivos e negativos de cada cidade e cabia o CONSU decidir qual cidade era a mais preparada para receber o campus.
Com nova manifestação popular, bem como a presença da imprensa que se encontrava no interior da reunião, o reitor se irritou e determinou a retirada dos presentes, suspendendo a reunião, o que gerou protesto de todos presentes, inclusive de certa parte dos conselheiros.
Todo o movimento popular virou de costas para o reitor e entoou o Hino Nacional Brasileiro, além de gritos como “o povo unido, jamais será vencido”. Depois de alguns minutos de protestos da população e com a chegada de seguranças da UFVJM, esta se retirou do plenário aos gritos de “Que país é este?”, de Renato Russo.
Em conversa com um professor e membro da equipe responsável pela elaboração do estudo técnico, este demonstrou insatisfação contra a decisão autoritária do reitor. O professor disse a dificuldade em se desenvolver um estudo técnico para avaliar todas as cidades que pleiteavam a expansão e que não iria realizar outro relatório indicando a cidade.
CONSU - Conselho Universitário - Foto: Cleuber Luiz - Aranãs FM
Informou ainda que a decisão sobre a expansão deverá acontecer mesmo no próximo encontro, dia 03/02/2012. Porém, como a comissão responsável terá que elaborar novo relatório e caso esta comissão se recuse em elaborar este relatório, o reitor teria que instituir outra comissão para elaborar tal documento, o que demandaria muito tempo, sendo praticamente impossível emitir parecer para a decisão no dia 03/02/2012.
O novo adiamento poderá atrapalhar o sonho da expansão em cidades do Vale do Jequitinhonha, pois o MEC deverá decidir sobre plano de extensão das universidades federais em março ou abril, o que tornaria inviável a expansão da UFVJM, haja vista que esta demora definir qual cidade está apta a receber extensão de campus.
Texto: Bernardo Vieira – Blog do Jequi
 Fotos: Cleuber Luiz – Aranãs FM

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Carta do Movimento ao Conselho Universitário

Vale do Jequitinhonha 24 de janeiro de 2012

Ao Conselho Universitário da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – Diamantina.

Prezados (as) Senhores (as),

O Vale do Jequitinhonha vive uma ebulição sócio-política desde agosto/2011 cujo epicentro se localiza na administração do REUNI da UFVJM, ou seja, em torno da forma como se processa a expansão da sua Universidade e de como a região será contemplada nesse processo. Ao longo desses sete meses, várias frentes empenharam suas forças reivindicando a construção de três campi a serem instalados nas microrregiões do vale.  

Em outubro último, diante deste mesmo conselho, uma comissão, representante da sociedade civil da região, reforçou os protestos feitos ao reitor Pedro Ângelo, via email. Desde então, os movimentos sociais, grupos políticos e população do Vale aguardam ansiosos pelo pronunciamento do CONSU, que nomeou uma equipe com o propósito de, após estabelecimentos de critérios e estudos geo-referenciados, indicar quais cidades postulantes revelam condições exigidas pelo MEC/REUNI.

A sinalização de que seria viável atender a demanda acarretou uma emulação política ímpar em todas as cidades que serão beneficiadas, direta e/ou indiretamente, pela expansão da UFVJM. No entanto, fatores exógenos acarretaram um profundo estresse na população e lideranças do movimento “A UFVJM É NOSSA!”. Políticos oportunistas vêm se apresentando como bastiões do interesse público, prometendo viabilizar que diferentes cidades do vale sejam contempladas sem que haja condições para tanto. Já foram prometidos mais campi do que a universidade pode implantar a curto-médio prazo. Tememos ainda que esse estresse se agrave, pois, como se sabe, esse é um ano eleitoral, e certamente políticos locais farão promessas eleitoreiras, valendo-se da expectativa de um campus para suas respectivas cidades.

Fica claro, portanto, que a questão adquiriu uma tendência política que interfere nas relações sociais causando fadiga aos que mais carecem de uma definição: a população do Vale, principalmente jovens que esperam ansiosos pela oportunidade de estudar próximo de sua residência. Sendo assim o movimento “A UFVJM É NOSSA!”, reconhecendo nesse conselho a instância depositária dos valores humanos e estatutários da comunidade acadêmica dessa universidade, afirma a urgência de se ter uma resolução sobre quais cidades serão contempladas em seu planejamento de expansão.

Sendo assim, o Movimento vem, muito respeitosamente, sugerir que o CONSU indique, na sua próxima reunião, neste dia 10/02/2012, quais as cidades que atendem os critérios técnicos para sediarem campus no Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha, condição para que a convivência entre as cidades demandantes possa voltar à sua normalidade.

“Movimento A UFVJM é nossa!”

Anna Angélica Soares – Senador Modestino;
Eric Renan Ramalho – Coronel Murta; 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O VALE SOFRE E SONHA, MAS ESTÁ UNIDO!


O VALE SONHA E SOFRE, MAS ESTÁ JUNTO.O bom senso ensina: amar não é simplesmente aproveitar os bons momentos, mas também enfrentar as lutas lado a lado, feito irmãos, e vencê-las. Assim penso o Vale do Jequitinhonha e todas as suas diferentes regiões. A nossa luta pela implantação do polo da UFVJM em ARAÇUAI, CAPELINHA E ALMENARA não se trata apenas de uma tomada de posição bairrista por esta ou aquela cidade no Vale do Jequitinhonha. É antes de qualquer coisa uma posição de coragem e uma atitude proativa pela região. O ALTO Jequitinhonha tem em Capelinha a sua cidade polo, aquela que melhor pode referenciar a região e assim melhor conduzir o processo de desenvolvimento, isto se faz presente também em Araçuai, no MÉDIO, cidade que não se fez polo regional por mágica, mas por uma série de fatores geopolíticos, econômicos e sociais, que influenciaram inclusive o surgimento de outras cidades. Em Almenara, no BAIXO, não é diferente. Tenho plena convicção de que a instalação dos polos da UFVJM vai intensificar uma coisa já latente em todo o Vale do Jequitinhonha: A luta por dias melhores, a esperança no futuro e o empreendedorismo. Sinto-me parte dessa batalha, pois estive aqui desde o primeiro momento, amando, sofrendo, chorando e rindo em companhia de amigos verdadeiros e leais, lutadores e sonhadores como eu. A vinda da Universidade vai produzir conhecimento e fazer brotar o desenvolvimento nas cidades da região, num momento em que precisamos, e muito, estar preparados para enfrentar novas demandas e ajudar nossos jovens a se colocar no mercado de trabalho. Mas nada é fácil. Durante toda esta luta nos foi possível perceber que a batalha é longa e desafiadora, mas por outro lado não podemos deixar de sonhar e principalmente lutar para uma causa que irá beneficiar uma região por muitos esquecida. Aqui a Universidade vai penetrar no coração do Jequitinhonha, trazendo diferencial, informações, oportunidades, alegrias e oportunidades para milhares de pessoas. O progresso virá, inevitavelmente, e com ele também chegarão desafios, que serão superados. Sempre foi assim. Estamos falando de um povo guerreiro, do Vale do Jequitinhonha, descendentes dos bravos botocudos. O café, as riquezas minerais, a produção agropecuária, nossas maiores riquezas, aconteceram com grande destaque na economia regional, trazendo um “boom” desenvolvimentista que colocou estas três cidades na vanguarda, e o que vemos hoje é desenvolvimento futuro, líquido e certo. Esta região portentosa que, estamos certos, vamos ajudar a crescer ainda mais, será o orgulho e a pérola do Estado de Minas Gerais. Estou certo de que quando Deus nos encaminha àquilo que temos capacidade de fazer e amar, está nos encaminhado a ele próprio.

Higino Pedro – Movimento “A UFVJM É NOSSA”
Janeiro de 2012