Passadas as festividades de fim de ano, integrantes do movimento “A UFVJM É NOSSA!” retomaram a luta pelos três campi da expansão da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, um em cada microrregião do Vale. A primeira iniciativa foi criar um Blog (www.movimentoaufvjmenossa.blogspot.com), um instrumento de mobilização e registro no qual se armazenam e se disponibilizam informações e dados acerca de todo o processo da luta em referência. Importante ressaltar que este blog refere-se à movimentação havida nas cidades pólos das três microrregiões e municípios que as apóiam, a saber: Almenara, Araçuaí e Capelinha. Além disso, uma nova Logomarca foi criada e a mesma deverá ser utilizada nas articulações do movimento (veja abaixo).
Nessa última terça-feira (17/01) lideranças discutiram, via Facebook, quais serão as próximas intervenções do Movimento. Dois pontos centrais nortearam a conversa: A demora do Conselho Universitário (CONSU) e da Secretaria de Estado do Ensino Superior (SESu) em apresentarem uma resolução sobre a demanda apresentada formalmente em 07/10, muito embora antes disso o Movimento “A UFVJM é Nossa!” já havia lançado petição on-line coletando assinaturas, municípios se organizavam para promover passeatas, panfletagem, etc. Enfim, antes da reunião do CONSU em outubro, a causa defendida pelo movimento referido já ganhara adeptos em todo o Jequitinhonha. Outro ponto debatido foi a política pequena praticada pelo deputado Federal Leonardo Monteiro (PT), uma vez que o deputado segue declarando como certa a implantação de campi em diferentes cidades do vale, o que tem acarretado fragmentação na orientação de nossa luta, posto que não há possibilidades de se ter tantos campi quanto os prometidos pelo deputado. Desde que o CONSU votou pelos três campi “Jequitinhonha Adentro”, conforme nossa demanda expressa em petição e em outros documentos, várias frentes foram criadas em cidades como Itamarandiba, Minas Novas e Itaobim, que somadas às frentes de Araçuaí, Almenara e Capelinha mudou todo o cenário de luta. Tal fato acarretou uma disputa intra-vale que tem prejudicado a unidade do movimento e da região em torno de uma causa comum. Debitamos este indesejável subproduto da luta à forma desrespeitosa com que certos agentes políticos (deputados, assessores, blogs locais, candidatos às próximas eleições) encaminham a reivindicação, tratando-a como se esta fosse uma demanda qualquer.
Diante desse quadro, o Movimento decidiu cobrar da base governista em Minas uma postura em relação ao modelo de política que o governo propõe para o desenvolvimento social de nossa região, raramente mencionada no Plano Plurianual (PPA 2012/15). Assim, nas próximas semanas, o movimento trabalhará para viabilizar um encontro com o Diretório Central do PT e deputados da base aliada para reivindicar uma posição acerca da UFVJM e outras causas importantes para a região, como o término do asfaltamento da BR 367.
Além disso, o movimento propôs uma discussão acerca da realização de um seminário cujo principal objetivo é fomentar um importante e necessário debate sobre a unidade política e social do Vale. O movimento acredita que o Vale precisa elaborar uma agenda comum para articular formas de intervenção e reivindicar que os governantes desse país proponham políticas que viabilizem o desenvolvimento endógeno de todos os 82 municípios compreendidos pela bacia do rio Jequitinhonha, sanando a dívida histórica que o país possui com essa região que figura sempre como uma fornecedora de mão de obras e riquezas minerais de baixo custo.
Como deliberações finais, no debate da última terça, decidiu-se que o encontro com o Diretório Mineiro do PT deverá ocorrer ainda em Fevereiro. A idéia de realizar seminários é ainda um germe carecendo de amadurecimento. As próprias lideranças encontram-se divididas acerca da proposta. Embora todos concordem com a necessidade de executá-la, há dúvidas sobre qual o modelo adequado para a sua realização. Alguns defendem que as sedes desses seminários deverão ser as cidades que estão pleiteando a construção dos campi, outros apontam que essas sedes deveriam ser outras municipalidades, para agregar forças e atores políticos que ainda estejam à parte das discussões. Entretanto, sabe-se que as pendências serão definidas tão logo o CONSU informe ao Jequitinhonha quais as três cidades que atendem os critérios técnicos e condições suficientes de sediarem campi, uma definição que vem sendo adiada desde Novembro/2011.
Em vista deste freqüente adiamento do CONSU no que tange às respostas ao Jequitinhonha, o Movimento “A UFVJM é Nossa1” compreendeu que, em sinal de respeito à luta de um povo, é contraproducente que a Reitoria adie, mais uma vez o anúncio de sua decisão acerca das três cidades, agora, marcada para 10/02.2012. De modo a evitar mais estresse aos Jequitinhonhenses envolvidos na luta pelos campi, o movimento definiu agir preventivamente e enviará carta ao CONSU e Reitoria sublinhando a necessidade de anúncio imediato de quais são as cidades escolhidas.Todo o Vale ganhará com isso e as cidades escolhidas estarão liberadas e mais seguras para suas articulações junto ao MEC.
Até o momento o que se tem é muita luta, mas, em boa medida, muita insegurança. Quanto mais cedo anunciar as cidades, mais cedo o Vale se juntará em torno do objetivo comum: os três campi.
O movimento está se articulando e busca se expandir para outras demandas necessárias para fortalecer o tecido social regional. O importante é que os cidadãos do Vale do Jequitinhonha se mobilizem e discutam as propostas, pois somente o permanente diálogo é capaz de aquilatar ideais s e ideologias condutoras de toda luta social.
Ass: Movimento "A UFVJM É NOSSA!"

aprovado!
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